THE CRAFT COMPANY – DO SONHO AO NEGÓCIO

Revisitar o gosto pela costura num negócio com uma abordagem contemporânea. Alexandra Igreja abraçou este desafio há pouco mais de um ano, quando abriu a sua Craft Company, em Cascais. Era o sonho antigo de alguém que conhece o universo da costura, das lãs e do tricô como a palma da mão. Para já, a aposta parece ganha.

Alexandra Igreja já fez um pouco de tudo. Estudou história na faculdade, trabalhou no secretariado do semanário “O Independente”, colaborou numa pequena empresa de programação informática de onde seguiu para a INP, a distribuidora de referência de publicações estrangeiras em Portugal. Nos últimos anos esteve na Vorwerk, que comercializa em Portugal o robot de cozinha Bimby. Primeiro integrou o departamento de marketing e depois nos recursos humanos. Ao mesmo tempo, criou três filhos e alimentou um sonho de adolescente: dar sentido profissional ao ‘jeito’ e gosto que sentia em fazer trabalhos manuais. O momento chegou em maio de 2015, quando inaugurou, no coração de Cascais, a The Craft Company.

No inicio dos anos oitenta, com pouco mais de 14 anos de idade, Alexandra Igreja estava longe de imaginar qual viria a ser o seu percurso profissional. A tradição familiar e o ambiente onde cresceu acabaram por funcionar como um estímulo. “Desde muito cedo que sentia o gosto por fazer pequenos trabalhos com as suas próprias mãos. Entretinha-me muito com uma réplica de uma máquina de costura Singer que os meus pais me ofereceram”, disse-nos pouco depois de nos receber na loja. “Posso dizer que cresci neste ambiente, já que a minha mãe sempre fez tricô. Lembro-me também que todas as semanas recebíamos em casa a visita de uma costureira e que eu ficava sempre com os restos de tecidos que sobravam dos arranjos”. “Aos 15 anos”, continuou “fazia ponto cruz e outros trabalhos que depois vendia no Natal. Mais tarde, fiz a maior parte da roupa dos meu filhos. Era uma atividade e um mundo que me fascinava”. Dessa época, ficou com os móveis de costura da mãe e com uma enorme vontade de um dia poder dedicar-se a tempo inteiro… à costura.

Quando em novembro de 2014 passou à porta da sua atual loja e viu que esta estava disponível, sentiu que tinha chegado o momento. Ao sonho de uma vida podia acrescentar agora uma maior experiência profissional e uma clara noção daquilo que queria fazer. É claro, como nunca tinha avançado para um projeto por conta própria… tremeu. “Foi um desafio, pois não sabia se seria capaz de levar isto por diante. O Diogo apoiou-me e deu-me força”, disse-nos. Os cinco meses seguintes serviram para fazer o plano de negócios, no que contou com a “preciosa ajuda” do DNA Cascais, instituição da Câmara Municipal de Cascais que apoia os empreendedores do concelho. Serviram também para criar a identidade do projeto, organizar o inventário, decorar a loja e escolher tudo aquilo que queria ter à venda. Ao todo, o investimento não ultrapassou os 70.000 euros.

A decoração da The Craft Company, loja que se estende por dois pisos, cada um com cerca de 50m2, é um dos aspetos mais surpreendentes deste projeto. Sobretudo, para os menos entendidos em lãs, agulhas de tricô e tudo o mais que faz parte deste mundo. Fruto das suas referências conceptuais e das diversas viagens a Londres, que lhe serviram de inspiração, Alexandra Igreja divertiu-se a decorar uma loja que oferece uma ambiência contemporânea a um negócio antigo. Seja nas peças de mobiliário que escolheu, nas madeiras, candeeiros ou no aproveitamento de máquinas de costura antigas há ali um encontro entre o clássico e o moderno. A luz é também suave e parece que nos convida a uma certa viagem no tempo e às memórias de infância de cada um.

Por todo o lado há novelos de lã, tecidos de cores e padrões cativantes, carrinhos de linha organizados por cores e até revistas da especialidade. Os artigos para tricô e a costura são a grandes aposta do negócio, que ganha ainda mais com a organização de workshops temáticos ou aulas individuais. Também se fazem arranjos de roupa, reparação de máquinas de costura – com a ajuda de um parceiro técnico –, apresentações públicas de coleções de lãs e até sessões de autógrafos.

É verdade, a The Craft Company até foi palco do lançamento de um livro sobre tricô. As referências na imprensa, as opiniões positivas de amigos e clientes e, mais importante, o volume de faturação mensal já mostraram que a aposta fez sentido. “Para já estou focada em consolidar a ideia, que precisa fazer o seu caminho e confirmar o investimento”, disse-nos com prudência. “Mais adiante, veremos se o projeto pode ganhar outra dimensão”, explicou-nos. Percebe-se pelo seu discurso que Alexandra Igreja quer dar passos seguros. O projeto é jovem e as surpresas têm sido muitas. Por exemplo, assim que começou a mostrar-se nas redes sociais, as encomendas multiplicaram-se, “… foi mais uma novidade que não esperava e para a qual não estava preparada”, concluiu.

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The Craft Company
Praça Dr. Francisco Sá Carneiro, n.º 4B
2750-350 Cascais
Tel.: +351 214 830 129

Texto: Tiago Silveira Machado
Fotografias: Brandscape

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